terça-feira, 4 de junho de 2013

Sonhos

A cada segundo algo deixa de ter graça ou sentido para mim, as cores somem diante dos meus olhos, e logo já não me desperta nenhum interesse, contudo, ainda aposto nas qualidades da vida.

Não é possível que estejam todos errados, deve haver de fato alguma graça e beleza nisso tudo, mas talvez, a graça e beleza existentes só possam ser visualizadas enquanto se está adormecido.

De volta à benção da inocência.

Lembro quando todos eram confiáveis, as pessoas pareciam tão boas e generosas, a união parecia ser para toda a vida, a família era indissolúvel, os sonhos eram constantes (mesmo os impossíveis), os sorrisos eram reais e duravam o tempo da verdade.

Por que foi que acordei?

Agora, tudo não passa de uma memória invalida e tortuosa, afinal, nada voltará a ser o que foi um dia e as perspectivas quanto ao futuro são as piores possíveis, ao menos para mim.

Aproveitem o sono, pois uma vez despertos não haverá mais sonhos.

Um comentário:

  1. Será o sonho o tempo da verdade? Ou a vida um alucinante laboratório de nós mesmos?

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